FALSA BUSCA

Interessante! A gente passa a vida toda
procurando encontrar a felicidade.
Às vezes, anda por uma qualquer rua
e encontra aquele olhar desconhecido
que se está buscando
e nos parece finalmente ser
o mais precioso momento merecido.
Era preciso que a gente fosse livre
o suficiente para encarar
este outro olhar ardente
e de mãos dadas ir por alguns metros
em busca da mesa de calçada num bar
porque ali, alguns momentos,
seriam suficientes para mostrar
se a busca terminara ou não.
Era preciso mas... o que fazemos
é andar mais depressa, baixar os olhos,
seguir vivendo na procura eterna
da tal de felicidade
e bem no fundo sabendo
que ela passou por nós
naquele olhar desconhecido.
Mas as conveniências e os preconceitos
não permitiram que a gente olhasse
mais prolongadamente aquele outro olhar,
que a gente parasse na vida
por breves momentos
para sentir, curtir e analisar
se um simples olhar marcante
seria enfim "aquele" olhar desejado.

De volta....
Bom dia galerinha!!!
Nada como estar de bem com a vida de novo!!
Seja por ter recuperado amizades antigas ou
por estar com o coraçao mais feliz do que nunca.
Para sempre é muito tempo.
O tempo é a substância de que sou feito e nada melhor que estar
de bem de novo!!
Para nao perder o costume deixo um poema que eu amo ai..
Felicidades!!
SÓ ESTA NOITE...


SE EU TE DISSESSE
Castro Alves

Se eu te dissesse que cindindo os mares,
Triste, pendido sobre a vítrea vaga,
Eu desfolhava de teu nome as pétalas
Ao salso vento, que as marés afaga...
Se eu te dissesse que por ermos cimos,
Por ínvios trilhos de uni país distante,
Teu casto riso, teu olhar celeste
Ungia o lábio ao viajor errante;
Se eu te dissesse que do alvergue à ermida,
Do monte ao vale, da chapada à selva,
Junta comigo vagueou tua alma;
Junta comigo pernoitou na relva;
Se eu te dissesse que ao relento frio
Dei minha fronte à viração gemente,
E olhando o rumo de teu lar — saudoso,
Molhei as trevas de meu pranto algente;
Se eu te dissesse, bela flor das saias!
Que eu dei teu nome dos sertões às flores!...
E ousei, na trova em que os pastores gemem,
Por ti, senhora, improvisar de amores;
Se eu te dissesse que tu foste a concha
Que o peregrino traz da Terra Santa,
Mago amuleto que no seio mora,
Doce relíquia... talismã que encanta!... ;
Se eu te dissesse que tu foste a rosa
Que ornava a gorra ao menestrel divino;
Cruz que o Templário conchegava ao peito
Quando nas naves reboava o hino;
Se eu te dissse que tu és, criança!
O anjo-da-guarda que me orvalha as preces...;
Se eu te disserte... — Foi talvez mentira! —
Se eu te dissesse... Tu talvez dissesses...
Viver não dói!
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Drumond de Andrade






Você pode

Você pode curtir ser quem você é,
do jeito que você for,
ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.
Você pode assumir sua individualidade,
ou reprimir seus talentos e fantasias,
tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional,
ou ficar se lamentando pela a falta de gente à sua volta.
Você pode ouvir o seu coração e viver aproximadamente
ou agir de acordo com o figurino da cabeça,
tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode escolher o seu destino e,
através de ações concretas caminhar firme em direção a ele,
com marchas e contramarchas,
avanços e retrocessos,
ou continuar acreditando que ele já estava escrito
nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a Vida lhe dá,
ou ficar preso a um passado que já acabou - e,
portanto não há mais nada a fazer -,
ou a um futuro que ainda não veio
- e que, portanto não lhe permite fazer nada.
Você pode continuar escravo da preguiça,
ou comprometer-se com você mesmo e tomar
atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.
E o importante, é que você sempre tem escolha.
Pondere bastante ao se decidir,
pois é você que vai carregar -
sozinho e sempre -
o peso das escolhas que fizer.



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